Prezado(a)
Pela primeira vez em décadas o Windows está presente em menos de 90% dos micros pessoais, segundo as pesquisas mais recentes. A grande surpresa é que ele perdeu mercado não para o Linux, que é gratuito, mas para o Macintosh, que é o computador pessoal mais caro de todos. O que significaria isto para quem é usuário ou técnico de informática?
Participação de mercado do Windows caiu abaixo dos 90%
A comparação entre o Windows e o Linux sempre foi objeto de discussão entre usuários e especialistas. O Windows dominou os desktops de todo o mundo durante pelo menos 15 anos, formando gerações para quem “Windows” é praticamente um sinônimo de “computador”. Ao mesmo tempo o Linux acabou virando símbolo do software livre e gratuito, representando toda uma classe de aplicativos que hoje domina o mundo dos servidores.
Os dois sistemas operacionais competem duramente para aumentar sua base de participação tanto nos micros dos usuários quando no uso dos servidores corporativos — onde existem polpudas verbas sendo disputadas — para servir em órgãos governamentais, grandes empresas e organizações financeiras.
Segundo pesquisas feita em 2007, o Windows reinava absoluto nos desktops com aproximadamente 90% de participação de mercado (“market share”) dos micros pessoais, e cerca de 66% do total de servidores vendidos (que podem ter sido usados ou não). Em termos de valor de venda, no mesmo ano o Windows ficou com 36,3% e o Linux com 12,7%, entretanto o Linux era o sistema presente em 85% dos supercomputadores mais poderosos do mundo e o Windows ficava com meros 1,4%. Um pouco mais adiante, em fevereiro de 2008, o Linux controlava 50% das melhores empresas de hospedagem de sites, e o Windows ficava com apenas 20%.(fonte: Wikipedia).
O que significa tudo isto? Linux e Windows são muito diferentes em sua filosofia, custo, facilidade de uso, versatilidade e estabilidade. Cada um deles procura se diferenciar enfatizando seus pontos fortes e tentando melhorar os pontos fracos. Qualquer comparação entre os dois tende a refletir as origens, sua história, a base de usuários e os modelos de distribuição.
Geralmente, as áreas mais fracas do Linux se referem à dificuldade de colocar o sistema para funcionar, enquanto que no mundo Windows o maior número de queixas vai para a falta de segurança. Ambos têm procurado melhorar, hoje o Linux é muito mais fácil de instalar do que no passado, e o Windows está bem mais seguro do que há cinco anos, quando as máquinas Windows foram arrasadas por uma série de vírus devastadores. Estamos falando do ano de 2003, quando a Microsoft se apressou em lançar o Service Pack 2 para o XP, que mudou radicalmente o sistema transformando-o melhor versão de Windows lançada até o presente momento, segundo a opinião da maioria dos usuários.
Nesta época, parecia que o Linux ia finalmente decolar na preferência dos usuários. Era muito mais seguro, tinha ficado fácil de instalar e era absolutamente grátis, ou seja, parecia ser a melhor solução principalmente para os países mais pobres, como é o caso do Brasil.
Entretanto, o que aconteceu foi justamente o contrário. O XP SP2 caiu no gosto popular, desbancando o Windows 2000 e o 98 que eram os prediletos até então. E os países pobres acabaram ficando mesmo é com o Windows pirata, que é tão gratuito quanto o Linux...
Enquanto tudo isto ia acontecendo, a Apple fazia sua lição de casa. Mudou radicalmente o hardware de seus micros, de PowerPC para Intel, alterou o sistema operacional para o MacOsX (“ten”) que tinha como base uma versão de Unix, lançou o iPod, o iTunes e, para acabar de virar o mercado de pernas para o ar, lançou o iPhone. Tudo isto resultou no aumento das vendas do Macintosh, computador pessoal da Apple, que era compatível com esta parafernália toda.
A Apple, sempre esperta no seu marketing, fez uma intensa campanha nos países desenvolvidos ridicularizando o Windows com o slogan “I'm a Mac” (eu sou um mac) e enaltecendo seus próprios produtos.
O resultado destas ações apareceu nas últimas pesquisas de participação de mercado. O Windows perdeu parcela significativa do mercado, não em favor do Linux mas, surpresa, para a Apple. Muita gente preferiu pagar os altos preços da Apple ao invés de equipar seus micros com o Linux gratuito ou até mesmo com um Windows “piratão”.
Na recente pesquisa publicada pela empresa especializada Histslink (www.hitslink.com) o Macintosh apareceu com quase 10% do mercado, enquanto que o Windows ficou com 88% e o Linux continuou abaixo do 1% que detêm há anos. O iPhone, surpreendentemente, ficou com 0,48% do mercado, nada mal para um aparelhinho tão caro e que chegou há tão pouco tempo.
As informações da pesquisa foram obtidas junto a 160 milhões de usuários únicos de sistemas operacionais. O estudo não é conclusivo mas é bastante significativo, já que conta com um grande número de usuários únicos. Um balanço geral mostra que o uso do Windows caiu de 96.36% em 2004 para 88.26% em 2009, enquanto que, no mesmo período, o Mac O X cresceu de 3.25% para 9.93% em participação, e o Linux foi de 0.29% para 0.83%.
Ao lado está um gráfico com pesquisa feita no dia 03/02/2009 no Market Share da Hitslink Net Applications (http://marketshare.hitslink.com/)
Se o ritmo de queda de participação do Windows no mercado continuasse assim a participação chegaria a níveis ínfimos por volta de 2022. Em contrapartida, se o Mac OS X continuar crescendo, deve se equiparar ao Windows em 2015, daqui a apenas seis anos.
E agora, como ficamos? É melhor trabalhar com Windows, com Linux ou com o Macintosh? A resposta é complexa, vamos abordar este assunto nos próximos boletins e também na próxima edição da Revista PnP, que sairá em Abril próximo e trará uma reportagem especial sobre a briga “Windows versus Linux”. Veremos onde cada um deles é mais forte, e o como tirar o melhor proveito dos dois mundos.
|
|
Revista PnP nº 12 está chegando nas bancas!
A Revista PnP nº 12 está chegando nas bancas.
Você já pode pedir pela internet ou fazer uma assinatura.
Conteúdo da Revista PnP nº 12 – Montagem de computadores
Traz uma seqüência especial de artigos sobre Montagem de PCs, complementando os artigos da edição anterior, mostrando agora, passo-a-passo, como lidar com as peças, fazer a montagem e a instalação dos programas. Traz também artigo detalhado sobre os drivers de dispositivo.
- Cuidados ao manusear as peças dos computadores
- Montagem passo-a-passo
- Configuração do BIOS
- Fazendo os primeiros testes
- Particionamento do HD e instalação do Windows
Complementando a edição 12 estão também outros artigos importantes:
- Tudo sobre os drivers de dispositivo
- Conhecendo melhor o Linux
- Cálculo de custo do quilômetro rodado
- Alguns conselhos úteis (para profissionais de qualquer área)
Veja o conteúdo completo no site da Thecnica Sistemas:
Revista PnP nº 11 - Escolhendo e comprando os componentes dos micros
|
Revista PnP nº 2 está de volta às bancas!
Continuando os relançamentos da PnP, agora chegou a vez da segunda edição da Revista PnP, que está de volta às principais bancas em todo o Brasil,
Se você perdeu esta edição e quer adquiri-la, ou se deseja apenas tê-la a mão para conhecer, esta é a oportunidade.
Conteúdo da Revista PnP nº 2 – LIvrando-se dos vírus:
- O que são os vírus, trojans e spywares. Como funcionam, principais tipos, e como se prevenir.
- Livrando-se dos virus dos PCs e da rede. Detalhamos um método que empregamos há anos para livrar os PCs e as redes locais dos vírus
- Entendendo e consertando acessos de banda larga
- Servidor para redes Windows usando o Ubuntu Linux
- Virtual PC 2007
- Lidando com reprodutores de MP3, WMA e ACC
- Os erros mais comuns ao construir websites
- Montando uma bancada de trabalho
- O PC virou commodity. E agora? O que fazer?
Veja o conteúdo completo no site da Thecnica Sistemas:
Revista PnP nº 2 - Livrando-se dos vírus
|