Prezado(a)
A equipe da PnP, sempre atenta ao que acontece no mercado profissional de informática,
analisou um estudo encomendado pela Microsoft e gostaria de comentar alguns pontos interessantes, acompanhe:
Linux é oportunidade de carreira, confirma estudo da Microsoft
O Linux pode ser mais barato num primeiro momento, mas Windows e Linux oferecem basicamente o mesmo Custo de Propriedade (“TCO”) ao longo do tempo, enquanto usados em um grande número de micros nas escolas dos países emergentes. São algumas das conclusões de um estudo publicado recentemente, patrocinado pela Microsoft e feito pela de consultoria Vital Wave.
O estudo em questão tem 34 páginas e discorre sobre as vantagens e necessidades de aumentar a quantidade de computadores nas escolas dos países mais pobres e faz uma análise de quanto isto custaria.
O Custo de Propriedade (TCO) foi avaliado levando em conta o preço dos estudos,
o capital para aquisição e instalação dos equipamentos, os custos recorrentes e o que o estudo chama de “custos ocultos”.
Este último ítem é composto por despesas não previstas ou avaliadas incorretamente durante a compra inicial,
e que inclui, entre outros itens, o alto custo da eletricidade, a corrupção, o vandalismo e os roubos, infelizmente tão comuns nos países em desenvolvimento.

No final, o estudo chega à conclusão (vide gráfico ao lado) de que o custo de propriedade de um micro escolar usado durante 5 anos fica em torno de 2 a 3 mil dólares, dependendo do tipo de micro, ou seja, dos mais simples aos mais poderosos.
Mas para o que interessa a nós, da PnP, é o box da página 7, que tomamos a liberdade de resumir:
O sobrepreço do Linux: falta de qualificação profissional aumenta o custo do sistema operacional.
Profissionais de TI treinados são raros em muitos países em desenvolvimento. Isto é verdadeiro especialmente para quem procura técnicos treinados no sistema operacional Linux. Esta raridade acaba se traduzindo em maiores salários. Os dados disponíveis sobre os custos de empregar profissionais treinados em Linux e em Microsoft indicam que tanto nos países emergentes quanto nos desenvolvidos os profissionais especializados em Linux recebem os salários mais altos.
As pesquisas salariais feitas nos Estados Unidos, Inglaterra e Austrália mostram que os profissionais certificados em Linux ganham entre 10 a 20% mais do que seus parceiros especializados em Microsoft. O site da Red Hat Linux na Índia, inclusive, enfatiza o fato de que os profissionais certificados em Red Hat ganham até 30% a mais do que seus parceriso certificados em Windows.
A International Telecommunications Union e a UNESCO notam que existe falta de profissionais treinados em Linux e/ou com familiaridade com o Linux. Esta falta está inibindo ou retardando o uso produtivo do Linux nos países em desenvolvimento.
Em suma...
A briga Linux versus Windows está longe de acabar. Apesar da sedução oferecida pelo Windows, o Linux avança a passos firmes. Quem começa a usar o Linux em suas empresas ou organizações dificilmente o abandona, abrindo uma excelente oportunidade profissional para a juventude brasileira. Não obstante, os planos do governo Lula em enfatizar o uso do Linux aparentemente foram um fracasso.
Nos concursos públicos atuais se exige conhecimento do sistema Office da Microsoft, e só alguns órgãos exigem (pouco) conhecimento do Linux.
Nas empresas brasileiras, entretanto, o Linux é uma realidade concreta e oferece um excelente campo de trabalho.
• Veja este artigo na íntegra, com link para baixar o estudo original:
Windows versus Linux: mesmo Custo de Propriedade em países emergentes, segundo a Microsoft
• Artigos sobre Linux já publicados na Revista PnP:
Edição nº 8 - Ubuntu 8.04 -- Linux segue firme e forte
Edição nº 7 - Servidor LAMP para redes Windows com o Ubuntu Server
Edição nº 2 - Servidor para redes Windows usando o Ubuntu Linux
Edição nº 1 - Estação de trabalho com o Ubuntu Linux
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