Prezado
O PROCON de Belo Horizonte divulgou uma cartilha para o consumidor
saber o que observar na compra de um computador. Mas não é só o consumidor quem precisa ficar atento,
os profissionais do ramo também precisar saber se colocar para orientar bem
os compradores e conquistar sua confiança, para poder oferecer mais produtos ou serviços e, consequentemente, aumentar seus rendimentos.
Veja as recomendações do PROCON e nossos comentários:
Cuidados que o consumidor deve ter ao adquirir um computador
Na hora de comprar ou vender computadores, tanto o consumidor quanto o vendedor devem saber bem o que estão fazendo, para não realizar negócios que sejam desfavoráveis tanto a um quanto a outro. O ideal seria que todo mundo consultasse um técnico de confiança para saber a melhor opção para seu caso. Já os profissionais do ramo deveriam aprender a orientar seus clientes, para que todos saíssem ganhando.
Hoje se encontra micros para serem vendidos em uma infinidade de locais, de grandes lojas de varejo até aquelas pequenas oficinas que montam seus próprios computadores.
A questão é que existem computadores e computadores. Uns bons, outros nem tanto e alguns... bem ruinzinhos. Porque isto acontece?
Existem vários fatores envolvidos, indo desde o custo dos componentes, a margem de lucro pretendida pelo vendedor, a reputação a ser mantida por quem vende e também a mais pura incompetência ou má-fé por parte de alguns profissionais, infelizmente.
Segundo o PROCON-BH, a maior parte das reclamações ocorrem por um ou mais dos seguintes fatores:
- Descumprimento do prazo de entrega
- Equipamento entregue sem as características técnicas vendidas
- Equipamento com software já instalado sem entrega de certificados, CDs e manuais
- Equipamento vendido sem instalação
- Ausência de instruções em português
- Equipamento entregue sem lacre
- Equipamento inadequado ao uso a que se destina
- Inexistência de peças de reposição
- Falta de assistência técnica
Nossos comentários sobre esta relação:
Os dois primeiros itens dispensam comentários. Um vendedor que não entrega o que vendeu, dentro das condições combinadas, merece sair do mercado por incompetência.
Em relação ao item 3, isto é uma característica dos micros montados em pequenas oficinas. Estas colocam um Windows pirata qualquer, por isto não podem oferecer os certificados, CDs e manuais. Embora esta prática seja extremamente comum, o mínimo que o vendedor deveria fazer é informar ao cliente, na hora da compra, que o micro vai ser fornecido sem sistema operacional, ficando a pirataria por conta de quem está comprando.
A questão 4, sobre vender o equipamento sem instalação é controvertida. Isto deveria ter sido combinado na hora da compra, afinal, a maior parte dos computadores não são mesmo vendidos com instalação física no local onde vai ser usado. Aliás, este pode ser um bom argumento de venda para as pequenas oficinas, que não podem oferecer as vantagens das grandes lojas, como financiamento e garantias diversas.
O item 5, ausência de instruções em português também é controverso. Na verdade, a língua franca usada na informática é o inglês e o vendedor não precisa necessariamente oferecer tudo em português, mas deveria, ao menos, avisar que os programas e manuais estão em inglês, principalmente se forem equipamentos importados, algo muito comum entre os notebooks.
Quanto a entrega equipamento sem lacre, isto pode ser bom ou ruim. É muito desagradável comprar um equipamento e, ao precisa instalar uma placa de expansão, verificar que o mesmo está selado para evitar o acesso ao seu interior. Claro que o vendedor precisa preservar o produto fornecido para poder dar garantia, mas poderia lacrar ou identificar cada item separadamente, e não o equipamento como um todo.
Vamos ao item 7, equipamento inadequado ao uso a que se destina. Aqui, mais uma vez, acreditamos que boa parte dos casos se deve a vendedores mal informados ou mal intencionados, que visam apenas fechar a venda, não ligando a mínima para o fato do cliente ficar satisfeito ao utilizar o equipamento. Mas também existem os compradores muito afoitos ou mal informados, que compram um computador sem se informar ou procurar quem possa orientar sobre as inúmeras opções oferecidas no mercado.
E o item 8? A inexistência de peças de reposição é comum atualmente, pois os componentes dos computadores estão evoluindo numa velocidade estonteante, e realmente pode acontecer de, quando o comprador precisar, não haver mais peças de reposição. Este fato é mais grave nos notebooks e nos micros de grife, cujos fabricantes não conseguem ou não pretendem manter peças para aparelhos fabricados há apenas poucos anos.
O último item é o que mais gostaríamos de chamar a atenção, ou seja, a falta de assistência técnica. Este é um dos itens onde as pequenas empresas podem se diferenciar dos grandes magazines na hora de vender um equipamento. A assistência técnica deve ser permanente, e não apenas enquanto durar a garantia. Um micro dura, tranqüilamente, três ou quatro anos no serviço ativo, e muito mais se passar por um upgrade. As pequenas oficinas podem e devem assistir seu cliente antes da compra, analisando as necessidades do cliente e as tendências do mercado para determinar a melhor configuração de equipamento, antes da compra, e cuidar para que ele seja bem instalado e usado depois disto, até o final da vida útil do computador.
Veja este artigo na íntegra no site da Thecnica Sistemas: