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A nova versão do famoso Ubuntu traz como principais melhorias o menor tempo de inicialização, mais aplicativos e um visual renovado.
Num momento em que o mundo do software livre está ansioso para saber o que vai acontecer, frente à aquisição da Sun pela Oracle
(vide nosso boletim anterior) é oportuno saber desta notícia:
Lançado o Ubuntu 9.04 “Jaunty Jackalope”
Seguindo a tradição do Ubuntu, foram lançadas versões para desktop e servidor, além de uma terceira denominada “Netbook Remix”. Esta última foi feita especialmente para netbooks. Roda nos aparelhos portáteis mais populares, como o Acer Aspire One, Asus eee PC 1000 e Dell Mini 9. Além do melhor desempenho, comum às demais versões 9.04, a versão para netbooks tem uma interface redesenhada para facilitar o lançamento dos aplicativos e acesso aos arquivos, em especial para utilizar serviços on-line. Visando a portabilidade, a nova versão permite também fácil mudança entre redes e fácil instalação até mesmo num drive USB.
Rapidez e novo visual são as principais mudanças
A versão 9.04 Desktop Edition trouxe diversas melhorias para melhorar a experiência do usuário. Menores tempos de inicialização asseguram acesso rápido a um ambiente de trabalho completo na maioria dos modelos de micros de mesa ou portáteis. Novidade também é o recurso de suspender-e-retornar ao funcionamento, com acesso imediato após uma hibernação. Algo bem-vindo para os usuários de aparelhos portáteis é o acesso fácil a redes Wi-Fi (wireless) e 3G, com suporte a mais dispositivos de hardware.
Na parte dos aplicativos, o Ubuntu 9.04 vem com o OpenOffice 3, totalmente compatível com o MS-Office. Também vem com suporte nativo ao Skype, MP3 e Flash. Traz também um sistema de notificação integrada, que combina os métodos de notificação de diversos aplicativos apresentando as informações numa maneira padronizada e não-invasiva. Os ícones e as telas de fundo foram redesenhadas por uma nova equipe de designers, contratados especificamente para cuidar da parte visual do sistema.
Uma boa notícia, também, é a inclusão dos drivers para placas de vídeo da Nvidia, um dos pontos fracos das versões anteriores. Não é que as placas deste fabricantes não funcionassem, mas não atingiam todo seu potencial, como acontece com os drivers para Windows. Agora este problema foi resolvido, e a maioria das placas Nvidia funcionam nativamente no Ubuntu, com efeitos visuais inclusive em 3D.
O Ubuntu 9.04 está disponível para várias plataformas de hardware como o PC padrão (i386), micros de 64-Bits e MacIntosh com chips Intel. É necessário ter ao menos 256 MB de memória RAM para rodar o CD de instalação “alternativa” (alternate), e pelo menos 384MB de memória para usar o instalador com LiveCD, além de pelo menos 4 GB de espaço livre no disco rígido.
Depois de instalada a versão “alternate” é igual à versão desktop, mas seu CD de instalação foi projetado para computadores incapazes de rodar o ambiente gráfico da versão Desktop normal, seja porque seu hardware não atinge os requisitos mínimos ou porque a têm menos de 384 MB de memória RAM.
O que falta para o Ubuntu ser usado em larga escala?
Sendo absolutamente gratuito e trazendo tantas vantagens, muita gente fica se perguntando porque o Ubuntu ainda não caiu no gosto popular e passou a ser utilizado em larga escala.
Existem vários motivos mas podemos resumir assim: desconhecimento, inércia, falta de alguns aplicativos e aumento da venda dos micros “de marca”. Analisemos:
- Desconhecimento – Apesar de toda a divulgação que vem sendo feita na mídia especializada, inclusive na Revista PnP, muita gente ainda desconhece o que o Linux pode oferece por um preço bem favorável – zero. A grande maioria dos usuários utiliza seus computadores para acessar a internet, utilizar uma suíte de escritório, e rodar programas de mensagem instantânea enquanto escutam música ou assistem a um DVD. Para isto o Ubuntu é mais do que suficiente, vai atender perfeitamente e com muita segurança e bom desempenho.
- Inércia – Para muita gente “microcomputador” sem Windows e Office não é digno do nome, parece que “falta algo”. Este tipo de usuário realmente merece pagar mais caro para ter seu micro com Windows, porque tem preguiça de ver e aprender as alternativas, mas é dever de todos nós, técnicos, alertar para o fato de que muita coisa pode ser feita de graça usando o Linux e demais softwares livres.
- Falta de alguns aplicativos – Quem utiliza microcomputadores profissionalmente e precisa de algo mais que uma suíte de escritório (leia-se “MS_Office”) fatalmente deve estar usando alguma coisa da Adobe ou da Corel. A Adobe, em especial, monopolizou o mercado com aplicativos de peso e indispensáveis como Photoshop. Flash, Dreamweaver e Acrobat. Infelizmente, até o momento, estes programas só rodam no Windows no MacIntosh (MacOS). Existe até um murmúrio na comunidade técnica querendo saber que “vantagens” a Adobe deve estar levando por parte da Microsoft e da Apple para NÃO distribuir seus aplicativos também para o Linux. Seria muito fácil para a empresa, afinal, o MacOS e o Linux são primos e utilizam núcleos muito parecidos, e os programas da empresa já são feitos para serem compilados para várias plataformas. Quem pode distribuir o mesmo aplicativo para sistemas operacionais tão diferentes quanto Windows e MacOS não teria dificuldade alguma em fornecê-los também para Linux, mas a Adobe ignora sumariamente o Linux, é como se ele não existisse. Porque será que isto não vem acontecendo?
- Aumento da venda dos micros “de marca” – Já se foi o tempo em que a maioria dos computadores em uso eram montados por alguma pequena fábrica ou técnico independente. Hoje em dia a maior parte dos computadores novos é vendida no varejo, através da internet ou dos grandes magazines e supermercados. Note-se também a grande participação dos micros portáteis, em diversos tamanhos e configurações. Em comum, todas estas máquinas já vêm com sistema operacional que, em geral, é o Windows XP ou Vista. Apenas uma pequena parte vem com Linux. Isto deveria mudar, deixando ao encargo do usuário escolher qual sistema operacional gostaria de usar ou, ao menos, deixar que ele escolhesse entre Windows e Ubuntu. Infelizmente, as regras do jogo empresarial são pesadas e inflexíveis, e a Microsoft nunca se negou a utilizar todo seu poderio para “convencer” os fabricantes de computadores a vender micros exclusivamente com Windows. Só algumas marcas de peso têm força suficiente para resistir às pressões e oferecer micros também com Linux, entre elas podemos citar Dell, HP e algumas marcas nacionais como a Itautec.
Em resumo...
O novo Ubuntu está aí, pronto para o combate, e demonstra mais uma vez a vitalidade do Linux e da Canonical, a empresa que está por trás do Ubuntu e que não mede esforços para fazer o que for preciso para cumprir sua meta de levar o Linux a todos os cantos do mundo, de graça e com toda a modernidade possível e desejável.
Quem quiser experimentar pode conseguir o Ubuntu 9.04 de diversas maneiras:
- Baixando direto do site da organização, em , ou então
- Encomendando um CD igualmente no site da organização, em . Este Cd é entregue em sua casa, sem custo algum, mas demora entre 20 a 30 dias.
- Adquirindo seu CD já pré-gravado de organizações que fazem este serviço. No site da Thecnica Sistemas, por exemplo, você pode encomendar as versões Desktop e Server de diversas versões de Ubuntu, por um preço convidativo pois não visamos lucro com isto, apenas cobrir as despesas de gravação, embalagem e correio. Para facilitar, aqui vão os links para você encomendar sua cópia:
Leia este artigo na íntegra, com mais informações, no site da Thecnica Sistemas: Lançado o Ubuntu 9.04 “Jaunty Jackalope”
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